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25/09/2019

Sobre a importância de saber construir sua marca para se fazer lembrar

“O que a memória ama fica eterno”. A frase da poeta Adélia Prado poderia nos inspirar a pensar o lugar que certas marcas – seus produtos e serviços – ocupam na vida das pessoas.

Estamos em um momento do chamado consumo nostálgico. Não vou me alongar tentando explicar a razão, pois são muitas as questões envolvidas, mas, sim, estamos revisitando o nosso passado com saudosismo: os brinquedos, os discos, os livros, os sabores, a máquina de escrever e os bordados feitos à mão passaram a ser hobbies. Nunca se vendeu tanto o passado – possivelmente, bem mais do que a entrada de museus, que, em sua maioria, falam de história.

Abordo aqui o fato de que uma marca, a sua empresa, também é promotora da construção da história de cada um, aquela corriqueira, do dia a dia, que está na prateleira da cozinha, do banheiro, na geladeira de milhões de pessoas. E, como a poeta nos diz, a memória, por ser contrária ao tempo, traz de volta o que realmente importa.

Não precisamos de grandes orçamentos de mídia, não se trata de artista famoso alcançando likes nas plataformas digitais. O importante hoje é construir com simplicidade e muito engajamento – próximo e transparente –, o que algumas grandes marcas desaprenderam e lutam para reconquistar.

Um bom exemplo é a Lola Cosmetics. Segundo reportagem do Jornal Extra, em outubro de 2018, em meio a uma crise econômica, a empresa de produtos para cabelos teve um salto de 50% de faturamento. O sucesso? Entendimento real e próximo das dores das mulheres de cabelos cacheados ou tratados com química que não tinham dinheiro para comprar produtos das grandes marcas nacionais e muito menos os importados. Além disso, sua fundadora, Dione Vasconcellos, apostou na irreverência do formato das embalagens e em uma criatividade surpreendente para nomear os seus produtos, trazendo leveza e diversão ao que é um dos temas historicamente mais difíceis para a população brasileira afrodescendente.

Podemos dizer que, para quem conhece a marca, a Lola virou uma love brand, um divisor de águas em suas vidas; mais: em conversas de salões de beleza e dicas de embelezamento, a Lola está sempre presente. O lançamento de um novo produto é esperado e comentado nas redes sociais de forma orgânica.

A Lola é a prova de que o consumo acessível, com uma comunicação horizontal, está construindo memória.

Fonte: Revista Varejo SA

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